quinta-feira, 25 de junho de 2009

Emoção - Um Processo Psicológico Básico

As emoções são parte indissociável dos seres humanos e não possui um conceito definido. Os psicólogos estudam as emoções dividindo-as em três componentes básicos, esses acontecem simultaneamente e ajudam na compreensão do que seria a emoção. Os componentes básicos das emoções são: 1) Cognitivo: particularidade nas respostas emocionais (pensamentos, crenças, expectativas pessoais, etc.); 2) Fisiológico: mudanças no organismo causadas pelo estímulo emocional; e 3) Comportamental: modo de expressar a emoção (expressão facial, gestos, etc.). (HUFFMAN et al, 2003)
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De acordo com Weiten ( ), vários estudiosos sobre a emoção dizem existir emoções primárias, que seriam aquelas inatas e existentes em todas as espécies de primatas, com as mesmas características. Plutchik é um desses estudiosos e diz que são oito as emoções primárias, são elas: medo, raiva, alegria, repugnância, expectativa, surpresa, tristeza e aprovação. Para estes estudiosos, as outras emoções existentes viriam sempre como uma variação ou acompanhadas por alguma emoção primária.

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A vida de todo ser humano é repleta de situações recheadas de emoções. No meu caso, citarei um acontecimento que marcou a minha vida devido às emoções que me proporcionou.
Depois de 2 anos e 5 meses de namoro, meu namorado me chamou para conversar e me disse que, para ele, só existia amizade entre a gente, nesse momento tomei um susto. Levado o susto, comecei a ter medo do que aconteceria na minha vida dali por diante, sentia uma ansiedade imensa por sentir algo forte por alguém e ter que dar um jeito para que isso não existisse mais. O medo é uma emoção caracterizada por ansiedade, aceleração da freqüência cardíaca, sudorese, entre outras alterações físicas diante à situações de perigo ou ameaça. Junto com esse medo, comecei a me sentir triste, chorava muito e não tinha ânimo para fazer nada, além de me culpar por tudo o que tinha acontecido. Já a tristeza, é caracterizada por alterações físicas como choro, insônia, falta de apetite, e ainda, reações emocionais, como o arrependimento e culpa, geralmente causada por situações de desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo.

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Mas apesar de todas essas emoções ruins que senti, após alguns meses nos reencontramos e conversamos, e ele me disse a verdadeira causa do término do namoro que era pelo meu bem e para o meu crescimento, e realmente foi, depois de tudo o que sofri, reconheci o valor da minha vida, do meu ser e dos meus amigos. E então, depois de muitas conversas e esclarecimentos, passei a viver uma alegria inexplicável e parece que acabei me apaixonando novamente. A alegria veio caracterizada por uma sensação de êxtase, sorrisos sem motivos, e ansiedade pelo novo recomeço, e a paixão é uma emoção de “amor intenso”, quando o coração acelera e não existe ninguém que chegue perto de ser o que a pessoa desejada é.

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Autora: Lívia Quadros Fernandes
em 2008
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Referências

1. HUFFMAN, Karen; VERNOY, Mark; VERNOY, Judith. Psicologia. São Paulo: Atlas, 2003.
2. WEITEN, Wayne. Introdução à Psicologia. 4ª Edição. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006.
3. WIKIPÉDIA, A Enciclopédia Livre. Tristeza. Disponível em: .

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Intersubjetividade no Mundo das Gueixas

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A intersubjetividade abrange as relações dos indivíduos, sendo ela sujeito e sujeito ou sujeito e objeto. Ou seja, a capacidade do homem de inter-relacionar-se com seu semelhante, isso é chamado intersubjetividade. (WIKIPÉDIA, 2008)
Dentro de uma cultura, a intersubjetividade é marcante, pois os indivíduos compartilham uma visão comum de mundo, sendo assim, cada novo membro vai retomar a história do grupo e incorporar aquela visão. Uma característica comum da cultura, é que os ensinamentos e o modo de vida são passados de geração para geração, isso mostra a intersubjetividade dentro da cultura.

“Isso acontece porque nascemos em um mundo com o qual não temos apenas um contato direto, mas também um contato por intermédio do que outras pessoas já constituíram, significaram e conheceram deste mundo. Aqui se apresenta a importância da intersubjetividade para o conhecimento da realidade: não aprendemos somente por meio de nossas experiências diretas com a realidade, mas também com as experiências que outras pessoas tiveram com esta.” (DRUMMOND, sd)


UNIVERSO DAS GUEIXAS – Um exemplo de intersubjetividade
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As gueixas são mulheres japonesas, lindas e anônimas, que se dedicam a agradar aos homens através da dança, música e adulação, sabem tocar um ou dois instrumentos e possuem uma etiqueta incomparável, e o qual a tradição surgiu no século XVII.

“É um mundo dos sonhos, permeado de romance, luxo e exclusividade. Para conhecer seus mistérios, poucos são os selecionados. Para manter o fascínio da arte, raras são escolhidas”. (MADE IN JAPAN, 2006)

As características marcantes das gueixas são: a pele coberta por uma tintura branca (com intuito de se igualar às européias com pele alva), os cabelos compridos para que seja feito um penteado tradicional, os tamancos de madeira usados com meias, e pelo guarda-roupa com, cerca de, 12 quimonos, equivalente a um milhão de ienes (moeda do Japão). São mulheres que vivem em um universo exclusivo, onde o privilégio de assisti-las está com os ricos empresários, políticos poderosos e renomados artistas. Além destes, para ter acesso às casas de chá onde se apresentam, é preciso ser amigo de alguém que tenha livre acesso a esse meio. Nessas casas de chá, elas são responsáveis por servir as bebidas e descontrair os clientes, encaminhando as conversas para temas neutros, contando piadas e fazendo-os se sentir em casa. (MADE IN JAPAN, 2005)
Para se tornar uma gueixa, não é preciso somente a escolha, trocando a vida de família pelo amor pela arte, precisa possuir um dom, ser bonitas, ter a pele saudável e passar por anos de preparação, ter o controle das emoções. (MADE IN JAPAN, 2006)
As adolescentes que querem entrar para esse mundo procuram as casas de chá, chamadas oki-ya e passam por um processo de admissão feito pela apresentação, avaliadas também pela beleza e charme. Se aceita, a aprendiz troca de família, sendo a dona da casa sua nova mãe e as demais gueixas as suas irmãs. O treinamento dura em média 3 a 5 anos, o qual receberá regras de etiqueta gueixa, afazeres domésticos e enfim o treinamento das artes de uma gueixa. Outras mulheres que entram no mundo gueixa são aquelas filhas de gueixas, e aquelas meninas que são vendidas para as oki-ya bastante novas. As gueixas podem namorar e ter filhos, sendo este sempre inserido no mundo delas, e são proibidas de casar. (MADE IN JAPAN, 2006)
A intersubjetividade nesse universo das gueixas está no modo de vida dessas mulheres, que se dedicam a essa arte, repleta de cultura e regras seguidas, em sua maioria, com muito prazer. As gueixas vivem uma cultura, sendo esta com vestimentas e comportamentos bastante específicos, passados de geração para geração e sempre adquirindo novos membros mesmo que não tenham nascidos naquele meio, passando para estes seus costumes.
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Autora: Lívia Quadros Fernandes
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Referências:
1. RESUMO DE AULAS DA DISCIPLINA. Psicologia Humanista e Existencial-Fenomenológica.
2. DRUMMOND, Daniel. Tese de Mestrado em Fenomenologia. Sd
3. MADE IN JAPAN, Site. Gueixas. Atualizado em: 09 de fevereiro de 2006. Disponível em: [http://madeinjapan.uol.com.br/2006/02/09/gueixas-2/]
4. MADE IN JAPAN, Site. A Sedução das Gueixas. Atualizado em: 27 de dezembro de 2005. Disponível em: [http://madeinjapan.uol.com.br/2006/02/09/a-seducao-das-gueixas/]
5. WIKIPÉDIA, Site. Intersubjetividade. Atualizado em 15 de abril de 2008. Disponível em: [http://pt.wikipedia.org/wiki/Intersubjetividade]
6. WIKIPÉDIA, Site. Gueixa. Atualizado em 26 de março de 2009. Disponível em: [http://pt.wikipedia.org/wiki/Gueixa]
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{Bom, esse é o primeiro de muitos textos e produções que faço para a faculdade.. Espero que gostem!! Bjinho}
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sábado, 28 de março de 2009

Vida..

Bom,
Iniciando um blog público agora..
Tenho muita saudade de um blog bastante antigo que tinha, acho que eu tinha uns 11 ou 12 anos, o perdi por falta de postagem..

Então,
Eu tenho um blog pessoal e resolvi criar um outro em que, além de citar vivências pessoais traria também textos, trabalhos e informações interessantes sobre a Psicologia..
Talvez ajude alguém, e talvez eu seja ajudada!

Outra motivação foi que, com o conhecimento que tenho construído posso ajudar aqueles que ainda estão começando da área da Psicologia..

Acho que essa breve apresentação define bem meus interesses aqui..
Tudo sobre mim está ali do ladinho.. ;}